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São Paulo · Trânsito

São Paulo acrescenta R$ 665,6 milhões em recargas de subsídios a ônibus em outubro, a segunda neste mês

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A cidade liberou mais R$ 393,86 milhões em créditos de subsídio para passagens de ônibus no dia 16 de outubro, elevando o total de reforços de outubro para R$ 665,61 milhões — cerca de 10,7% do orçamento original de 2026.

Por que isso importa

A prefeitura de São Paulo complementou os subsídios às passagens de ônibus pela segunda vez em outubro: o Decreto Prefeito nº 65.627, assinado em 15 de outubro e publicado no Diário Oficial em 16 de outubro, liberou mais R$ 393.857.057,20 em créditos subsidiados. Somados os R$ 271.757.425,72 acrescentados pelo Decreto nº 65.616 de 5 de outubro, os reforços totais de outubro chegam a R$ 665.614.482,92 — cerca de 10,7% do orçamento original de 2026, de R$ 6,225 bilhões.

Os detalhes

Os subsídios cobrem a lacuna entre as tarifas regulamentadas e os custos operacionais reais e são a principal ferramenta da cidade para manter as tarifas estáveis. De 2017 a 2025, os subsídios aos ônibus cresceram de cerca de R$ 2,9 bilhões para R$ 7,12 bilhões – um aumento nominal de 145,5% versus 50,6% de inflação IPCA no mesmo período, ou cerca de 63% em termos reais (com base nos relatórios anuais da SPTrans, declarações oficiais da cidade e dados do IBGE).

O orçamento proposto para 2027 destina R$ 7,347 bilhões para subsídios a ônibus, mais R$ 2,19 bilhões para eletrificação e gestão de frota e R$ 500 milhões para renovação de veículos a biometano.

Contexto

Os gastos com subsídios há muito ultrapassam a inflação, tornando-se uma das maiores pressões sobre as finanças municipais de São Paulo. Dois reforços num único mês apontam para um fosso operacional cada vez maior no âmbito da política de congelamento de tarifas.

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