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São Paulo · Segurança Pública

Sistema de Vigilância Smart Sampa de São Paulo vazou acesso a 58 mil câmeras por 11 meses; Prefeito nega falha no sistema

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Uma investigação do UOL encontrou dados de vigilância inteligente da cidade expostos online há quase um ano, abrangendo creches, escolas e hospitais; o prefeito culpa o vazamento ilegal de um policial.

Por que isso importa

O principal sistema de vigilância inteligente de São Paulo, Smart Sampa, está no centro de um grande escândalo de segurança de dados: o acesso a 58.000 câmeras foi exposto na Internet aberta durante cerca de 11 meses, abrangendo jardins de infância, escolas, hospitais e centros de reabilitação de toxicodependentes – levantando sérias preocupações de privacidade e segurança pública.

Relatório completo

De acordo com uma investigação do UOL, os dados do Smart Sampa ficaram gratuitamente acessíveis on-line por cerca de 11 meses, abrangendo 58 mil câmeras de vigilância, 181 conjuntos de credenciais de login e dados pessoais de mais de 6 mil seguranças.

As câmeras expostas cobriram locais sensíveis, incluindo jardins de infância, escolas, hospitais e centros de reabilitação de drogas, com transmissões ao vivo visíveis por qualquer pessoa sem autorização.

O prefeito Ricardo Nunes negou qualquer vulnerabilidade no sistema, atribuindo o incidente a um vazamento ilegal de um agente da Guarda Municipal (GCM) contratado em 2023; o oficial foi suspenso enquanto se aguarda uma investigação interna. Os veículos brasileiros Jovem Pan, g1 e Portal Tela acompanharam a história no mesmo dia.

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