A histórica venda do Victoria Barracks em Sydney avança: cerca de 500 funcionários se mudarão até o Natal, a maioria para Randwick

Fontes de defesa disseram à ABC News que o pessoal da base militar de Paddington, Victoria Barracks, em Sydney, já está fazendo as malas, e o local deverá ser desocupado até o Natal; o governo federal o lista entre 67 propriedades de defesa à venda, citando A$ 200 milhões em manutenção ao longo de uma década.
Sydney · Militar · 31 de outubro de 2026 · A venda do histórico Victoria Barracks de Sydney, em Paddington, está avançando. Fontes de defesa disseram à ABC News que o pessoal já está empacotando seus pertences, prevendo-se que o local esteja totalmente desocupado até o Natal. A base é uma das 67 propriedades de defesa subutilizadas ou vagas que o governo federal reservou para venda.
O Victoria Barracks foi fundado em 1840 e seu complexo principal concluído em 1848. O local de aproximadamente 13 hectares, construído em grande parte com arenito local, supostamente contém 12 entradas na Lista do Patrimônio da Commonwealth. Cerca de 500 pessoas estão atualmente ali baseadas, incluindo comandos do exército e unidades de apoio. De acordo com o plano de realocação, a maioria se mudará para Randwick Barracks, enquanto outros serão temporariamente alojados no Defense Plaza Sydney, uma torre de escritórios no distrito comercial central.
O caso do governo
O ministro da Defesa, Richard Marles, disse que manter o quartel como instalação de defesa custaria A$ 200 milhões na próxima década, enquanto a venda de todas as 67 propriedades poderia arrecadar até A$ 3 bilhões. Numa entrevista à ABC Sydney Breakfast em 27 de outubro, ele disse que as funções desempenhadas no Victoria Barracks poderiam facilmente ser desempenhadas em outro lugar, que a capacidade antiterrorista da costa leste fica no Holsworthy Barracks, e não no Victoria Barracks, e que todos os edifícios no local seriam protegidos mesmo se vendidos.
Oposição
A venda atraiu críticas de todos os partidos: os ex-primeiros-ministros Paul Keating e John Howard, o primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Chris Minns, e o líder dos Verdes australianos, David Shoebridge, criticaram-na, enquanto o coronel aposentado Graham Flitton, presidente da New South Wales Army Museum Foundation, chamou a decisão de "incompreensível". Milhares de pessoas se manifestaram em Sydney em 25 de outubro pedindo o cancelamento da venda.
A futura localização do Museu do Exército de Nova Gales do Sul, instalado no quartel, ainda não foi determinada. O programa de venda decorre de uma auditoria do patrimônio de defesa de 2022–2023 e foi anunciado em fevereiro deste ano; um inquérito do Senado está examinando os desinvestimentos, com relatório final previsto para 25 de fevereiro de 2027, segundo relatos.
Compilado da ABC News, da Australian Associated Press (AAP) e da entrevista pública do Ministro da Defesa; o detalhe das 'caixas de embalagem' vem de fontes de defesa citadas pela ABC.
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